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Se tem um artista que merece destaque, esse é Ruvarashe Ngwenya. Desde suas apresentações em bares de jazz quando era só uma adolescente até interpretar papéis icônicos como TINA: O musical Tina Turner, Ngwenya mostrou que essa ícone australiano-zimbabuense tem muito mais a oferecer do que só carisma de estrela.

“Eu meio que não consigo acreditar que sou eu!”

O que define uma “Tina”? Você com certeza precisaria ser um talento versátil: um cantor, um dançarino e um artista experiente que saiba atuar pra caramba. Entre os trabalhos anteriores de Ngwenya estão O Rei Leão, Beautiful: O Musical de Carole King, We Will Rock You, e Moulin Rouge: O Musical, sem falar na carreira musical em ascensão que decolou com o EP de 2018 intitulado Humble Brag. Basta dizer que ela se saiu muito bem em todos os aspectos.

O mesmo aconteceu com muitas das outras aspirantes a Tina, claro. Então, o que fez o Ngwenya se destacar?

Numa entrevista à revista Cream, a atriz contou: “...no fim das contas, eu diria que minhas habilidades vocais, junto com o crescimento que mostrei na minha cena, e as audições de Dança foram impressionantes e inspiradoras.” Muito agradecida e agradavelmente surpresa, ela disse numa entrevista ao The Sydney Morning Herald: “Não consigo acreditar que sou eu!”

É mesmo uma forma modesta de se gabar, mas a gente acha que ela sempre teve um pouco da Tina dentro dela, um toque de soul que ela levava pro palco e que fazia com que fosse impossível imaginar outra pessoa no lugar dela.

“Não tem montanha alta o suficiente”

TINA é, sem dúvida, a joia da coroa da carreira de Ngwenya. Ela já tinha provado que era digna do papel, mas, desde então, superou todas as expectativas, recebendo ovações de pé que explodem antes mesmo de a cortina cair. É quase como se ela fosse uma veterana nesse papel, que já interpreta desde a infância, embora para um público um pouco diferente.

“Na verdade, cantei uma música da Tina Turner num musical do ensino médio pela primeira vez no 10º ano”, conta Ngwenya à revista Cream, e continua: “River Deep, Mountain High”. “Aquele foi um momento muito especial da minha infância que mudou a minha visão sobre a música e sobre o que eu poderia alcançar.”

Acontece que o amor era recíproco. Antes de falecer, Turner elogiou o talento de Ngwenya, dizendo à Woman’s Weekly: “Ruva é uma artista maravilhosa que, tenho certeza, vai trazer sua própria alegria e alma para esse papel.” “Ela se junta a um grupo maravilhoso e único de mulheres que são as minhas Tinas… e tenho orgulho de cada uma delas.”

Não sabemos ao certo como o Ngwenya reagiu a isso, mas a gente, com certeza, ficou reduzido a um monte de lama choramingando. Não tem nada mais icônico do que isso, né?

Mas, claro, a atuação de Ruva Ngwenya como a ícone em TINA: O Musical da Tina Turner chega bem perto disso.

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